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Aumento da testa e perda de sobrancelhas pode significar alopecia frontal fibrosante

Você já ouviu falar da alopecia frontal fibrosante (AFF)? Ela faz com que os cabelos diminuem de maneira progressiva, até que a linha de implantação dos fios, logo acima da testa, recue de uma vez por todas. O principal culpado disso é um processo inflamatório que destrói o folículo capilar da região de maneira simétrica.

Sem contar, que há poucos sintomas além de sensação de coceira e queimação em alguns pacientes. Logo, grande parte das pessoas acometidas por esse problema não nota a queda até que ela esteja muito avançada.

A demora no diagnóstico é ruim especialmente porque ainda não há cura para a doença. Os tratamentos hoje tentam impedir seu avanço. É importante avaliar a evolução com um médico especialista, através de medidas e fotografias.

A diferença é que na AFF há fatores inflamatórios e causas desconhecidas, o que faz toda diferença na abordagem do tratamento e no próprio entendimento da doença.

 

Identificando e contendo a alopecia frontal fibrosante

Se no espelho pouco se nota, no consultório a realidade é outra. Muitas vezes o diagnóstico é feito quando o paciente nos procura por outros motivos e com um primeiro exame clínico, aparecem sinais de descamação e inflamação nos folículos.

O médico também detecta o desaparecimento da penugem da região afetada, assim como a pele do local apresenta discreta atrofia, fica mais brilhante e fina. A biópsia confirma o diagnóstico.

Uma vez diagnosticada, começa a próxima etapa: o tratamento. Como a doença é discreta e relativamente nova, descrita pela primeira vez em 1994, a maioria dos estudos feitos ainda não aponta terapias específicas para ela.

Atualmente, o controle é feito em duas frentes: a local, com uso de corticoides e inibidores da calcineurina para combater a inflamação e a sistêmica, com medicamentos via oral como finasterida, hidroxicloroquina, doxicilina e outros imunossupressores.

Mas, vale lembrar que cada pessoa responde de um jeito muito particular ao medicamento, que deve sempre ser prescrito acompanhado de perto por um dermatologista, o que vale para todas as abordagens. O transplante capilar, por exemplo, pode ser viável quando a doença está controlada, mas também agrava muito a situação se for feito com a alopecia ainda em atividade.

Antes de tudo piorar, procure sinais precoces. Além da coceira, outro indício importante é a presença de pelos “solitários”, que denunciam o local onde a linha dos fios costumava começar. Em até 75% dos casos, os pelos da sobrancelha caem antes ou ao mesmo tempo dos cabelos.

A incidência da AFF tem aumentado e ela chega a atingir até mesmo mulheres antes da menopausa e, raras vezes, homens. Mais um motivo para redobrarmos a atenção.

 

Dra. Juliana Campos, CRM-SC 11406 | RQE 8400. Especialista em cabelos e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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