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Por que a caspa é mais comum no inverno?

Quando a temperatura lá fora cai, a do chuveiro aumenta. É esse um dos principais fatores que justificam a alta incidência de dermatite seborreica no inverno. “A água quente demais estimula as glândulas sebáceas do couro cabeludo a produzir mais oleosidade”, explica a Dra. Juliana Campos, dermatologista de Joinville/SC. O clima tipicamente seco do inverno também tem esse efeito, o que pode agravar o quadro.

Este excesso de oleosidade é aproveitado pelos fungos do tipo malassezia, presentes no couro cabeludo, que se alimentam da gordura secretada pelas glândulas. No inverno então, o micro-organismo encontra condições ideais para se proliferar. Essa superpopulação causa inflamação local e facilita a descamação do couro cabeludo.

“A combinação da presença exagerada deste fungo e de oleosidade acelera a renovação da epiderme, que deveria acontecer gradualmente”, continua a dermatologista. Para dar lugar às células novas, produzidas mais rápido que o normal, as células velhas caem mais bruscamente. São elas que formam as placas brancas visíveis nas roupas e nas sobrancelhas dos acometidos pela caspa.

Outros fatores estão envolvidos no problema. “Estresse, tempo frio e questões emocionais também podem desencadear a dermatite seborreica, que é uma doença crônica, ou seja, tem períodos de piora e melhora”, complementa a Dra. Juliana. Além do cabelo, ela surge nos locais com maior concentração de pelos ou zonas oleosas da pele, como as axilas, tórax e sobrancelhas.

 

Como tratar a dermatite seborreica

O dermatologista faz o diagnóstico clínico no consultório avaliando as lesões e a extensão da dermatite, bem como suas possíveis causas. “É possível pedir outros testes para facilitar a investigação, como o exame micológico direto, que analisa escamas retiradas do couro cabeludo, e a biópsia”, orienta a médica.

O especialista é importante porque, quanto mais cedo o tratamento começa, menor o incômodo causado pela doença. Na maioria dos casos, são indicados xampus especiais, com função adstringente e antifúngica, para retirar a oleosidade e diminuir a população do malassezia. “Em alguns casos, porém, é preciso usar loções, cremes específicos e medicamentos via oral”, aponta a Dra. Juliana.

Como a causa da caspa não é muito bem estabelecida, não é possível prevenir totalmente seu aparecimento, mas algumas atitudes ajudam a amenizar os episódios. “Pessoas que têm tendência a acumular oleosidade no couro cabeludo não devem passar muitas horas de boné ou chapéu ou usar excessivamente o secador de cabelo”, ensina a dermatologista. Além, é claro, de resfriar - ao menos um pouco - a água do chuveiro.

 

Responsável técnica: Dra. Juliana Campos | CRM-SC 11406 | RQE 8400

Dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia

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