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Doenças dermatológicas provocadas pelo estresse: cabelos em perigo

Se você já ouviu dizer que algumas situações fazem até os cabelos caírem, saiba que não é exagero. “Fatores emocionais e estresse estão presentes tanto no desencadeamento como no agravamento de algumas doenças de pele e cabelos”,  explica a Dra. Juliana Campos, dermatologista de Joinville, Santa Catarina.

“Como pele e cérebro compartilham a mesma origem embrionária, são afetados pelos mesmos hormônios e neurotransmissores. Por isso as alterações provocadas pelo estresse no cérebro refletem tanto nos cabelos”, relaciona a médica.

Eflúvio telógeno

Um exemplo dessa relação é o eflúvio telógeno. Uma das causas mais comuns de queda de cabelo difusa, ela pode ser resultado de eventos estressantes como problemas financeiros, términos de relacionamento e perda de um ente familiar.

O nome faz referência ao período em que a queda ocorre, a fase telógena do fio, que é um período de repouso. No quadro, a pessoa pode perder até quatrocentos fios de cabelo por dia, bem diferente dos cem fios que caem normalmente. As mechas caem de repente, ao pentear ou lavar o cabelo.

Embora na maioria dos casos as crises passem em alguns meses, às vezes a doença se cronifica. “Por isso, o ideal é o dermatologista fazer o diagnóstico o quanto antes e estabelecer o melhor tratamento”, aponta a Dra. Juliana.

 

 

Tricotilomania

O transtorno provoca um desejo irresistível de arrancar os fios e é mais comum em adolescentes e crianças em idade pré-escolar. “Além do próprio couro cabeludo, os pacientes também podem puxar os pelos das sobrancelhas e cílios”, detalha Dra. Juliana.

“Isso pode ser uma maneira de lidar com sentimentos negativos ou desconfortáveis, como estresse, tensão, solidão, tédio ou frustração”, completa. O tratamento é delicado e envolve uma equipe multidisciplinar, incluindo o dermatologista, que cuida das lesões nos locais atingidos.

 

 

 

Alopecia areata

Esse tipo de calvície temporária faz a queda de cabelo aparecer em pequenas áreas do couro cabeludo e também tem ligação com o stress. “Embora o real papel dos fatores psicológicos na alopecia areata ainda seja motivo de debate, na prática percebemos sua influência tanto no aparecimento quanto na resposta à terapia”, expõe Dra. Juliana Campos.

Na doença, o sistema imunológico do corpo ataca os folículos pilosos, que dão origem aos fios, interrompendo sua formação. “Isso sem que ocorra a destruição ou atrofia do fio, motivo pelo qual pode-se recuperar totalmente os fios”, destaca a médica.

Além das marcas e lesões, há outro motivo para cuidar dos fios quando a tensão está em alta. “Há um círculo vicioso, onde a repercussão do estresse na aparência, e a queda na autoestima relacionada aos problemas dermatológicos acaba estressando ainda mais”, comenta a médica.

Por isso, o ideal é que, enquanto se lida com a causa primária do estresse, também se controle as manifestações físicas dele – e o dermatologista é um aliado importante para isso.

 

Responsável técnica: Dra. Juliana Campos | CRM-SC 11406 | RQE 8400

Dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia

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